Sem-terra fazem ato em simpósio de conflito agrário

Gritando frases de efeito, portando faixas e cartazes, quase dois mil sem-terra ligados à Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), tumultuaram, nesta quinta-feira pela manhã, o início do Primeiro Simpósio de Conflitos Agrários em Mato Grosso do Sul, marcado para as 9h45min, no Palácio Popular da Cultura, situado no Parque dos Poderes, centro político-administrativo de Mato Grosso do Sul.O resultado foi um atraso de duas horas, e a maioria das palestras e debates ficou para o período da tarde. No encontro, estava presente a maioria das autoridades federais e estaduais ligadas à reforma agrária, entre elas o Ouvidor Agrário Nacional, José da Silva Filho, que recebeu cópia da pauta de reivindicações dos manifestantes, prometendo estudá-la juntamente com as demais autoridades envolvidas no processo de reforma agrária.O documento também foi entregue ao superintendente regional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Celso Cestari Pinheiro. Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso do Sul, Geraldo Teixeira de Almeida, a manifestação teria ocorrido nesta quarta-feira, quando aconteceu em todo o País o "Grito da Terra", sob o tema "Por um País democrático, igualitário, sem fome e sem violência".Porém os sem-terra resolveram aproveitar a abertura do simpósio, "onde encontraram quem eles queriam", disse Geraldo. As principais reivindicações são reforma agrária, criação de política agrícola voltada para a agricultura familiar, saúde e educação de qualidade no campo, acesso dos trabalhadores rurais aos direitos previdenciários rurais e a manutenção dos direitos trabalhistas, em todos os setores públicos e privados.

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