Sem-terra é morto em PE após 10 dias do assassinato de líder do MST

MST acredita que assassinato de Pedro Bruno tenha sido uma retaliação à reocupação do engenho Pereira Grande

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

02 de abril de 2012 | 13h11

RECIFE - O trabalhador rural sem-terra Pedro Bruno foi assassinado na manhã desta segunda-feira a tiros de revólver, próximo ao engenho Pereira Grande, no município de Gameleira, Zona da Mata Sul de Pernambuco. O crime ocorreu dez dias depois do assassinato do líder sem-terra Antonio Tiningo, no município de Jataúba, no agreste.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) acredita que o assassinato de Pedro Bruno tenha sido uma retaliação à reocupação do engenho Pereira Grande, realizado na madrugada de ontem. O Pereira Grande pertence à Usina Estreliana, alvo de disputa e de conflitos desde 2003, quando foi declarada de interesse social para reforma agrária. A usina recorreu e conseguiu barrar o processo de desapropriação. O caso está pendente na Justiça.

Pistoleiros. No mesmo dia, pistoleiros atiraram contra famílias sem-terra acampadas próximo à fazenda Serro Azul, no município de Altinho, também no agreste de Pernambuco. Duas mulheres e uma criança foram atingidas.

Em outubro do ano passado, o trabalhador rural sem-terra José Amaro da Silva, desapareceu na zona da mata de Pernambuco quando saía do acampamento do MST no Engenho Brasileiro, município de Joaquim Nabuco, mais umas das áreas de conflito agrária do Estado.

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