Sem-terra desocupam sede do Incra no Paraná

Cerca de 150 integrantes ocupavam desde a manhã desta segunda-feira sede do órgão em Cascavel

Miguel Portela

10 de setembro de 2007 | 19h18

Cerca de 150 integrantes do Movimento de Libertação do Sem Terra (MLST) que ocupavam desde a manhã desta segunda-feira, 10, a unidade avançada do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Cascavel, distante 500 quilômetros de Curitiba, deixaram pacificamente o local por volta das 17 horas, depois que a superintendência do Incra no Paraná prometeu acelerar a reforma agrária no estado. Além da rapidez no processo agrário, os sem-terra reivindicam a distribuição de cesta básica.  A ocupação do Incra iniciou por volta das 7h30, quando os sem-terra bloquearam os portões de acesso e impediram a entrada dos servidores e estagiários, para trabalhar. Inicialmente apenas a chefe da unidade local, Fiorinda Martins Pezzatto e mais dois funcionários tiveram acesso ao interior do prédio. Por volta das 9h30, os manifestantes liberaram os portões aos demais trabalhadores em troca do uso de banheiros e água. "O nosso protesto é contra a demora do Incra em assentar as famílias acampadas há mais de cinco anos na região", afirma Silvana Silva, uma das líderes do MLST. O movimento controla dois acampamentos na região de Cascavel com cerca de 450 famílias. Eles também querem a liberação das cestas-básicas. A distribuição, segundo o Incra, está atrasada há três meses por causa da recente greve dos servidores do órgão federal.  A expectativa do Incra é regularizar a distribuição na segunda-quinzena deste mês. À tarde uma reunião entre representantes do MLST e o superintendente estadual do Incra no Paraná, Celso Lisboa de Lacerda, em Curitiba, pôs fiz a ocupação em Cascavel. "Obtivemos o compromisso do Incra de acelerar a reforma agrária no Estado. Essa era um dos nossos objetivos, por isso decidimos encerrar o protesto", diz Joaquim Ribeiro, um dos líderes nacionais do MLST. O Incra também se comprometeu a agilizar o processo de aquisição da fazenda Bom Sucesso (Cascavel), de 1.214 Ha, para atender parte da demanda do MLST.

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