Sem-terra deixam Usina, mas podem retornar à área

Despejados ontem da Usina Itapetingui, situada no município de Amélia Rodrigues, a 70 quilômetros da capital baiana, cerca de 400 trabalhadores rurais sem terra podem tornar a invadir o local nos próximos dias. Contudo, uma nova tentativa de ocupar a área não deve ser tão pacífica quanto as outras vezes que o MST entrou na usina, pois os proprietários da Itapetingui anunciaram pretender contratar seguranças armados para rechaçar a ação dos sem-terra.Os trabalhadores deixaram a antiga usina de açúcar (desativada há 12 anos) por ordem judicial, cumprida com a ajuda de soldados do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Estavam nas terras desde 29 de maio, na última das três ocupações promovidas no local desde o inicio do ano passado. Nova invasãoOs coordenadores do MST na Bahia afirmam que a usina é um latifúndio improdutivo e reivindicaram a vistoria da área por técnicos do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para desapropriação, o que até o momento não foi feito. Os proprietários da terra afirmam que a área é produtiva, sendo alugada para plantio de cana de açúcar a produtores da região.Fábia Reis, uma das coordenadoras do MST no estado, disse hoje que as lideranças ainda não decidiram se vão promover uma nova invasão da Itapetingui, mas lembrou que essa é a única arma que o movimento dispõe para pressionar o governo a fazer a reforma agrária.

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