Sem-terra contestam terras do reverendo Moon

Desde sexta-feira, eles invadiram a Fazenda Jamaica, onde aguardam a polícia para resistir ao provável despejo

João Naves, do Estadão

29 de julho de 2007 | 17h23

Um grupo com mais de 300 sem-terra, ligados a Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), quer acabar com a questão das fazendas existentes no Mato Grosso do Sul, pertencentes ao conhecido reverendo Moon, sul-coreano presidente da internacional Associação das Famílias para Unificação e Paz Mundial.   Desde a última sexta-feira, eles invadiram a Fazenda Jamaica, localizada no município de Jardim, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, onde segundo os líderes da invasão, aguardam a polícia para resistir ao provável despejo.   Os invasores trocaram os cadeados e trancaram as entradas e saídas da propriedade. Os funcionários foram impedidos de entrar e um sul-coreano ficou dentro da fazenda durante cinco horas consecutivas sentado no chão no local protestando contra a invasão, mas devido a problemas de saúde, conseguiram com que ele desistisse da manifestação foi para o hospital.   Os manifestantes querem a decisão da justiça sobre a situação da fazenda. O imóvel é um dos 43 do gênero pertencentes à associação na região, que o Incra desapropriou mas devida questão judicial, ainda não foi liberada para a reforma agrária. O advogado da associação, Saulo Donizete Barcellos, disse que nesta segunda-feira vai pedir reintegração de posse.  

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