Sem-terra começam a desocupar unidade da Parmalat

A juíza Geneci Ribeiro de Campos, de Carazinho (RS) concedeu nesta quarta-feira mandado de reintegração de posse, e os integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) começaram a desocupar a unidade local de processamento de leite da Parmalat.A produção foi interrompida na manhã desta terça-feira por um grupo de 700 sem-terra. Os sem-terra liberaram nesta quarta-feira à noite a entrada de caminhões na fábrica e vão deixar o pátio da empresa até as 8h desta quinta-feira.Em troca, representantes da Parmalat aceitaram receber, nesta quinta-feira à tarde, os líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) para negociar o preço do litro de leite pago aos produtores. "Queremos receber 45% do preço ao consumidor, que hoje representa cerca de 45 centavos", afirmou a líder da ocupação, Ivanete Tonin.Atualmente, os produtores recebem cerca de 20 centavos por litro, metade do valor que vigorava há seis anos. Nos dois dias de paralisação, a unidade da Parmalat - segunda maior do País - deixou de processar 3 milhões de litros.Nesta quarta-feira, os líderes do MST distribuíram 9 mil litros de leite, provenientes de uma cooperativa de assentados, nos bairros populares de Carazinho.Além do preço, eles também reclamam da portaria do Ministério da Agricultura que obriga os agricultores a usar ordenha mecânica e resfriador a granel na produção do leite."A gente nem conseguiu pagar o freezer, e o governo já está mudando as normas", afirmou Ivanete.

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