Sem-terra capturam funcionários do Incra

Cerca de 200 agricultores sem-terra da Comunidade São Francisco, localizada na Gleba São José, distante 150 km da cidade de São Félix do Xingu, no sul do Pará, mantém reféns sete funcionários do Incra e três vereadores do município desde o final da tarde de domingo. Eles reivindicam a permanência na área, mas o Incra diz que isso não é possível porque o local está dentro dos limites da reserva dos índios caiapós.O presidente do Incra, Orlando Muniz, mandou um duro recado aos agricultores: não negocia a possibilidade de transferi-los para outro local, enquanto os reféns não forem libertados. Os sem terra avisaram que pretendem permanecer na área. Muniz pediu a ajuda da Polícia Federal, em Belém e Marabá, para libertar o grupo.Os funcionários do Incra que estão em poder dos sem terra são os seguintes: o procurador regional Antonio Rizzo das Graças Tavares; o engenheiro agrônomo Raimundo Picanço; e o auditor Nilson Tolentino Raposo. Eles fazem parte da comissão que veio de Brasília para investigar suposto desvio de R$ 1,3 milhão que seriam utilizados na recuperação da estrada que liga a cidade de São Félix ao Assentamento Sudoeste, onde há uma semana nove pessoas permaneceram por dois dias como reféns de 50 agricultores armados.Além dos três, estão mantidos reféns o agrônomo José Olinto Vasconcelos; o chefe do Incra no município, Larri Gama Castro; e os funcionários do órgão, José de Arimatéia Rodrigues, Carmélia Alcântara Rocha, e Vanderley Pérsio Nunes. No início da manhã, José Olinto Vasconcelos foi libertado para facilitar as negociações.

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