Sem-terra bloqueiam rodovia e ocupam prédio do Itesp em SP

Sem-terra da região de Ribeirão Preto fizeram duas manifestações nesta quarta-feira, 25. A mais rápida ocorreu no quilômetro 30 da Rodovia Abrão Assed, entre Serrana e Serra Azul, no acesso da estrada ao Assentamento Sepé Tiaraju. Ali, cerca de pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST) bloquearam parcialmente o tráfego de veículos. O bloqueio ocorreu em vários períodos de dez minutos, com três minutos liberados ao tráfego. A Polícia Rodoviária acompanhou a manifestação e não houve atrito. No final desta manhã o bloqueio foi encerrado. O outro manifesto ocorreu em Bebedouro: cerca de 80 pessoas, ligadas ao MST e à Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp), ocuparam o prédio da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp).Na rodovia, a reivindicação era chamar a atenção das autoridades sobre as necessidades das famílias assentadas, principalmente a falta de infra-estrutura e de água potável. Segundo o MST, falta uma rede de distribuição, pois existe um único poço artesiano na área, e muitas famílias precisam percorrer até cinco quilômetros por dia para encherem seus baldes e tambores."Essa é uma atividade pacífica", disse o membro da direção estadual do MST, Fábio Henrique da Silva Costa. Esse mesmo grupo de manifestantes ocupou, na última terça-feira, a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Araraquara. Os sem-terra também querem a liberação de recursos do governo federal para a rede de água. "O governo Lula chama os usineiros de "heróis" e o povo está passando necessidade", comentou Costa.ItespCerca de 80 pessoas, ligadas ao MST e à Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo (Feraesp), ocuparam nesta quarta-feira o prédio da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), em Bebedouro, interior de São Paulo. O grupo saiu do prédio no fim da tarde, segundo o diretor-executivo do Itesp, Gustavo Ungaro, que ainda não havia recebido a pauta de reivindicações dos manifestantes. "Consideramos uma manifestação, não uma ocupação devido ao abril vermelho, mas temos um diálogo permanente com os movimentos sociais e nem precisavam disso", disse Ungaro.Mato Grosso do SulCerca de 100 famílias do MST interditaram nesta quarta-feira, por quatro horas, a rodovia estadual Gerson Dourado de Oliveira (SP-595), na altura do trevo de Itapura, no extremo noroeste de São Paulo, divisa com Mato Grosso do Sul.Os sem-terra, que invadiram na sexta-feira a fazenda Lagoão, localizada às margens da rodovia, paralisaram o trânsito e distribuíram panfletos em protesto contra a demora da Justiça Federal de julgar ações de desapropriação de fazendas da região para a reforma agrária.A interdição teve início por volta das 6 horas da manhã, quando os sem-terra, munidos de ferramentas agrícolas, como enxadas e foices, faixas e cartazes, se postaram no meio da rodovia, parando os veículos para entregar panfletos com mensagens de protesto e em favor da reforma agrária. De meia em meia hora, os carros eram liberados, mas dezenas de caminhões de usinas de álcool e um carregado com agrotóxico permaneceram retidos durante todo o protesto, que terminou por volta das 10 horas com a Polícia Rodoviária dispersando os manifestantes.S

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