Sem-terra agiram em 4 Estados durante a semana

Após invasão no Rio Grande do Sul que deixou feridos, aconteceram ações em SP, PR e PE

Evandro Fadel, Angela Lacerda e Elder Ogliari, O Estadao de S.Paulo

08 de março de 2008 | 00h00

Após uma invasão no Rio Grande do Sul na terça-feira, seguida de ação policial que deixou vários feridos, a Via Campesina fechou a semana com ações em quatro Estados. Além do protesto contra a Monsanto, no interior paulista, houve atos ontem no Paraná e em Pernambuco.A Via Campesina promoveu manifestações em cinco municípios paranaenses, com grande participação de mulheres, já que hoje se comemora o Dia Internacional da Mulher.Segundo o movimento, foram mobilizadas 1,5 mil pessoas. Os atos foram diante de escritórios da multinacional Syngenta Seeds, que acusam de crime ambiental e violência.Em Londrina, no norte do Estado, um grupo com aproximadamente 300 pessoas ocupou uma praça e chegou a entrar no prédio onde fica o escritório da multinacional, mas depois saiu sem causar danos. A Syngenta confirmou, por nota, que escritórios de venda foram alvo de manifestações e a unidade de Santa Teresa, à tarde, continuava invadida. "Reafirmamos nossa preocupação com as manifestações e os atos que tentam impedir o desenvolvimento da agricultura, trazendo prejuízos a todos: agricultores brasileiros, comunidade e economia do País", diz a nota. "Esperamos que não ocorra violência e acreditamos que por meio do diálogo sejam buscadas as soluções."No Recife, aos gritos de "usineiros assassinos" e "basta de trabalho escravo", um grupo de mulheres jogou tinta vermelha na porta e nas paredes da sede do Sindicato do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar). No protesto, elas queimaram um molho de cana-de-açúcar e colaram cartazes na fachada do sindicato, contra o trabalho escravo e a monocultura da cana. A porta do sindicato foi fechada e não houve conflito.No centro de Porto Alegre, cerca de 50 militantes do PSOL do Rio Grande do Sul protestaram contra a violência sofrida pelas mulheres da Via Campesina durante a desocupação da Fazenda Tarumã pela Brigada Militar, na terça-feira.

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