Sem Serra, Alckmin faz campanha em SP

Ele minimizou aparição do governador ao lado de Kassab

Silvia Amorim, O Estadao de S.Paulo

28 de junho de 2008 | 00h00

No mesmo dia em que os adversários desfilaram a tiracolo com cabos eleitorais de peso, o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, ex-governador Geraldo Alckmin, enfrentou, solitário, o eleitorado ontem. Desacompanhado até mesmo de fiéis deputados tucanos, Alckmin fez uma visita breve a uma feira de lojistas de shoppings na zona norte da cidade.O tucano minimizou a maratona de inaugurações às vésperas do início da eleição - promovida pelo prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM) - e seu impacto nas urnas dizendo que ela não é uma ameaça. "Para mim, está bastante claro que a disputa mais difícil é com o PT", afirmou. Mas, mesmo em relação à adversária petista, a ex-ministra Marta Suplicy - em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto -, o ex-governador adotou um discurso otimista. "Está bom. Estamos num empate técnico com a candidata do PT e, na simulação de segundo turno, temos 9, 10 pontos, uma boa margem de frente."Alckmin, rodeado por assessores tucanos e organizadores da feira, percorreu por cerca de uma hora stands de expositores, distribuiu beijos e apertos de mão e tirou fotos.Já Kassab, pela segunda vez nesta semana, esteve ao lado do governador José Serra (PSDB). Ambos entregaram um viaduto na zona leste da cidade. Num encontro com sindicalistas, Marta teve como cicerone o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho."É natural que todos os candidatos procurem se expor, buscar votos. Isso faz parte do processo democrático", desconversou Alckmin, questionado se estaria havendo uma disputa desequilibrada em São Paulo.SEMINÁRIOSNa semana que antecede o início da eleição, Alckmin realizará seminários temáticos que ajudarão na elaboração do seu programa de governo. O mesmo fez Marta neste mês, contando até mesmo com a presença de ministros do governo Lula para alavancar sua campanha.Alckmin negou ter pego carona na idéia da adversária. "Nossos seminários serão suprapartidários", ressaltou. Segundo ele, não participarão dos debates pessoas conhecidas do PSDB. "Fizemos uma coisa bem acadêmica."A primeira rodada de debates acontece segunda-feira e tratará de saúde. Ao longo da semana, serão discutidos assuntos como educação, transporte, assistência social e o plano diretor. Até o início da próxima semana, o tucano espera ter concluído a escalação da sua equipe. Ontem ele confirmou o deputado Edson Aparecido (PSDB-SP) como coordenador-geral.

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