Sem Sarney, PMDB quer emplacar Garibaldi Alves no Senado

Líder do partido no Senado diz que é a favor da reeleição do atual presidente e que levará seu nome à bancada

Andréia Sadi, do estadao.com.br

15 de dezembro de 2008 | 17h43

O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp ( RO), disse ao estadao.com.br que é a favor da reeleição de Garibaldi Alves à presidência da Casa e voltou a afirmar que o partido não vai abrir mão de lançar candidato próprio apesar de acordo firmado em 2006. "Eu sou a favor. Se o Sarney decidisse concorrer, aí seria outra coisa. Mas parece que o Garibaldi já conversou com ele e o Sarney concorda (com a candidatura de Garibaldi). A situação do Senado está descolada da Câmara."   O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP) assinou um acordo dois anos atrás, prometendo apoio a Michel Temer na Câmara em troca da eleição do atual presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP). Ao mesmo tempo, porém, insistiram que o PT não aceita ficar sem a presidência de uma das Casas.   O nome de Temer já foi lançado na Câmara, inclusive com o apoio do PT. No entanto, com a decisão de lançar um nome para o Senado, o PMDB assume a prerrogativa de fazer a indicação por ser a maior bancada. A decisão foi anunciada um mês depois de o PT lançar a candidatura do senador petista Tião Vianna (AC) para disputar a sucessão de Garibaldi.   Atual presidente do Senado, Garibaldi ocupou o cargo em dezembro do ano passado, após o afastamento do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de envolvimento em irregularidades descobertas após a Operação Navalha. Garibaldi afirmou nesta segunda que vai apresentar seu nome ao PMDB na quarta-feira."Eu sou o líder da bancada e, como a gente tem maioria, eu tenho que levar o nome dele", explicou Raupp.   Perguntado sobre um possível atrito entre a candidatura de Garibaldi com a  de Tião Viana ( PT-AC), o senador jogou a questão para o atual presidente. " Isso eu não sei, quem tem que ver isso com o Tião é o Garibaldi".   Como o PMDB decidiu também disputar a presidência do Senado e o voto nessas eleições é secreto, alguns parlamentares acreditam que a candidatura de Temer poderia ser prejudicada pela disposição do governo de evitar um desequilíbrio de poder entre os partidos que integram a base aliada.  

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