Sem PSDB, fica 'apertado' aprovar CPMF, diz líder do PMDB

Valdir Raupp admite que governo terá mais dificuldades para aprovar o tributo sem voto dos tucanos no Senado

06 de novembro de 2007 | 17h30

O líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp(RO), disse nesta terça-feira, 6,  que o governo terá mais dificuldades para aprovar a prorrogação da CPMF sem os votos do PSDB. "Agora fica mais apertado", admitiu ele,  afirmando que o governo poderia contar com o apoio de 51 dos 53 senadores da base governista. Segundo ele, para obter este apoio, não pode haver imprevistos, como doença ou ausências injustificadas.   A bancada de senadores do PSDB fechou posição nesta terça contra a emenda que prorroga até 2011 a vigência da CPMF. Dos 13 senadores do partido, nove votaram pelo encerramento já das negociações com o governo e decidiram que votarão contra a emenda no plenário do Senado.   Veja Também:    Entenda como é a cobrança da CPMF  Veja a proposta do governo sobre a CPMF apresentada ao PSDB PSDB encerra negociação e decide votar contra CPMF PSDB recusa proposta do governo de isentar CPMF até R$4.340       Os quatro votos favoráveis ao governo foram dados sob a alegação de que o partido deveria esticar a negociação. Nessa linha se pronunciaram os senadores Tasso Jereissati (CE), presidente nacional do partido, o senador Sérgio Guerra (PE), que assumirá o comando o partido no final do mês, e os senadores Eduardo Azeredo (MG) e Lúcia Vânia (GO).   "Encerrou (a negociação). Acabou, e não tem mais conversa. Votamos contra", afirmou, ao sair do gabinete de Jereissati, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Ao final da reunião, a cúpula do PSDB decidiu comunicar sua decisão aos governadores do partido. O líder da bancada, senador Arthur Virgílio (AM), telefonou para o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e o senador Jereissati deixou recado para o governador de São Paulo, José Serra, com o qual não conseguiu falar diretamente.   Anteriormente, o senador Sergio Guerra (PSDB-PE) já havia dito que o PSDB não aceitaria as propostas apresentadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em reunião nesta manhã. "Não aceitamos. Não foram suficientes", disse ao chegar ao Senado.   O governo propôs isentar de CPMF quem ganha até R$ 4.340,00. Acima deste valor, segundo o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, haveria um abatimento de R$ 214 por ano. O líder, no entanto, disse que o impasse envolvendo a reforma tributária e novas desonerações faz com que o PSDB considere que a proposta ainda é insuficiente para "comover" o partido.   Quase tudo   O governo aceitou praticamente todas as exigências feitas pelo PSDB, como o envio ao Congresso de uma proposta de reforma tributária, a criação de regras e limites para o endividamento da União, facilidades para Estados e municípios pagarem seus precatórios - dívidas decorrentes de sentenças judiciais - e o repasse de mais R$ 24 bilhões para a saúde.   O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT), disse, nesta manhã, que prevê uma disputa acirrada entre governo e oposição na votação da CPMF. "Dizer que uma das partes já ganhou seria precipitação e acho que será uma disputa acirrada entre a aprovação e a não aprovação da CPMF."  

Tudo o que sabemos sobre:
CPMF

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.