André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Sem 'provas suficientes para condenação', sócio da Engevix é absolvido por Sérgio Moro

José Antunes Sobrinho era acusado por associação criminosa e foi detido na 19ª fase da Lava Jato, chamada 'Nessun Dorma'

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2016 | 17h10

Rio - O sócio da Engevix, José Antunes Sobrinho, foi absolvido das acusações de associação criminosa em processo que investiga desvios na Petrobras, no âmbito da Operação Lava Jato. Em sentença, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, afirma que não há provas suficientes para a condenação do acusado.

Sobrinho, contudo, permanece em prisão domiciliar em Curitiba (PR). Ele é réu em outra ação penal, na 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que investiga um esquema de pagamento de propina nas obras da usina nuclear de Angra 3. Este processo está em fase final e tem sentença esperada para junho.

O regime de prisão domiciliar de Sobrinho seria cumprido inicialmente em Florianópolis (SC). A pedido da defesa do réu, houve mudança do endereço para Curitiba, para dar andamento às negociações do sócio da Engevix com o Ministério Público Federal (MPF) para um acordo de delação premiada.

Na ação julgada por Moro, foram condenados o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, ex-dirigentes da Petrobrás e o empreiteiro Gerson Almada, da própria Engevix. Por outro lado, foram absolvidos Cristiano Cok, da Engevix, Júlio Camargo, executivo do Grupo Toyo Setal e delator da Lava Jato, e Olavo de Moura Filho, irmão do empresário Fernando Moura, ligado ao PT, também delator e condenado na ação penal.

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