Sem posição, conselho desmarca reunião com reitor da Unifesp

Diretório quer levar decisão a Ulysses; para eles, reitor 'falou demais', mas explicações são inaceitáveis

Andréia Sadi, do estadao.com.br

18 de abril de 2008 | 13h30

O Conselho de entidades da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)decidiu não comparecer à reunião que estava prevista para esta sexta-feira, 18, com o reitor, Ulysses Fagundes Neto, acusado de mau uso com cartões corporativos. Segundo a assessoria do órgão, o conselho- formado por professores, funcionários estudantes e pós-graduandos- considerou "desnecessário" o encontro devido aos últimos esclarecimentos do reitor. "O reitor ainda não se declarou oficialmente sobre o cancelamento", disse a assessoria ao estadao.com.br.   Matéria do jornal O Globo mostrou que, em um ano e meio o reitor gastou quase R$ 80 mil em compras de cosméticos, material esportivo, aluguel de carro e diárias em hotéis, um deles na Disney, em Orlando (EUA).   Veja também:   Entenda a crise dos cartões corporativos   Oposição fura o cerco e Dilma terá de explicar dossiê no Senado Dossiê FHC: o que dizem governo e oposição PF pede a governo dados sobre segurança da Casa Civil PF abre inquérito para apurar vazamento de dados de FHC Dossiê com dados do ex-presidente FHC    O coordenador do Diretório Central Estudantil, Tiago Cherdo, confirmou a afirmação. " O conselho quer realizar uma assembléia antes de se encontrar com o reitor e levar um posicionamento. Não queremos mais declarações, o que ele disse foi suficiente- mas não aceitamos não explicou, disse.   O estudante não descartou a possibilidade de uma greve. "Isso vamos discutir na semana que vem". O episódio envolvendo Neto é mais um dentro da farra dos cartões.   Na quarta, o reitor  admitiu ter cometido erros no uso de seu cartão corporativo motivados por falta de orientação. "Não recebi as normas por escrito, com instruções claras", afirmou. Ele disse ter devolvido todos os valores gastos nos últimos dois anos, num total de R$ 85 mil, mesmo aqueles que não são considerados irregulares pela Controladoria Geral da União (CGU).  Mais cedo, a CPI dos cartões corporativos aprovou requerimento que convoca o reitor a depor sobre as acusações.      

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