Sem pedir licença, Eros Grau vai à Europa e deixa processos

Ministro do TSE não pede licença imediatamente e causa incomum rebelião de advogados que atuam na Corte

Felipe Recondo e Mariangela Gallucci, de O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2008 | 19h30

Em pleno calor da disputa eleitoral, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE ) Eros Grau embarcou para a Europa, faltou a duas sessões de julgamento e, por não ter pedido licença do cargo imediatamente, deixou dezenas de processos parados, provocando uma incomum rebelião de advogados que atuam na Corte. Por ter viajado sem deixar substituto, as ações sob a relatoria de Grau não foram repassadas aos outros ministros.      Leia a íntegra da matéria na edição desta quinta-feira, 16, de O Estado de S.Paulo   Só no final da tarde de terça-feira é que o ministro Eros Grau oficiou o pedido de licença, diante da pressão dos advogados junto à presidência do TSE. O pedido de licença se estenderá até o próximo dia 28, dois dias após a realização do segundo turno.   Eros foi à Itália e Portugal em missão oficial, para proferir palestras sobre os 20 anos da Constituição brasileira e os 60 anos da Constituição italiana na Universidade de Nápoles. Ele representará o Supremo Tribunal Federal (STF) no 7º Fórum de Aspectos Legais do Cooperativismo na Universidade de Coimbra, em Portugal. Esses eventos estão marcados para os dias 16 e 21 deste mês - a votação de segundo turno está marcada para o dia 26.

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