'Sem o fim do voto secreto não tem negociação', diz Tasso

Líder do governo e oposição se reúnem nesta tarde em busca de acordo para desobstruir pauta no Senado

Cida Fontes, do Estadão

25 de setembro de 2007 | 13h53

O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE),disse nesta terça-feira, 25, que a oposição não aceita fazer acordo com a base aliada se não houver o compromisso de ser colocada em votação a proposta de emenda constitucional que acaba com o voto secreto, na votação de processos de perdas de mandato. "Sem o fim do voto secreto, não tem negociação", afirmou Tasso.   Veja Também:    Especial: veja como foi a sessão que livrou Renan da cassação Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado     O líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR) vai se reunir nesta tarde com líderes dos partidos de oposição, em busca de um acordo para o fim da obstrução das sessões. Jucá afirmou que ninguém quer uma queda de braço, mas sim um entendimento.   Ele vai propor no encontro- que não contará com a presença do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que depois da desobstrução da pauta o primeiro item a ser votado seja o projeto de resolução que prevê sessão aberta e não secreta, como é atualmente, para julgamentos de senadores com processo. Só depois disso, segundo Jucá, é que se iniciará a discussão da PEC do voto secreto.   Em relação ao projeto de resolução que obriga o senador que está sendo processado pelo Conselho de Ética a se afastar de cargos na Mesa Diretora e nas presidências de comissões e corregedoria, Jucá defende que é preciso ser avaliado com mais cuidado.   "Temos que fazer uma triagem", afirmou Jucá, explicando que qualquer adversário político pode fazer uma representação contra um senador, e ele ser afastado de cargos formais da Casa. Tasso explicou, no entanto, que o afastamento só se dará depois que o Conselho de Ética acolher a representação.   Renan disse não se sentir excluído da reunião de líderes marcada para a tarde desta terça-feira, 25. "Por acaso eu sou líder?", indagou ao chegar ao Senado. "Pelo contrário, eu quero que os líderes se entendam, se acertem em relação à pauta e ao calendário", acrescentou.     Pressão     Os aliados do presidente do Senado temem que o conteúdo desse projeto ressuscite uma onda de pressão para ele se afastar do cargo. O presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha, ainda não escolheu outros relatores para os processos no colegiado.   O conselho se reunirá nesta quarta para apresentação do parecer do senador João Pedro (PT-AM), sobre a suspeita de favorecimento à cervejaria Schincariol. O petista reafirmou há pouco que vai suspender a apresentação e discussão do seu relatório, enquanto esse caso não for concluído na Câmara, que envolve deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão de Renan.

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