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Sem mostrar resistência, Valério afirmou saber do que se tratava ação

Empresário e mais 15 pessoas foram presas por suspeita de grilagem de terras

Marcelo Portella, correspondente em Belo Horizonte

02 de dezembro de 2011 | 12h20

Ao receber o delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, Denilson dos Reis Gomes, em sua casa em Belo Horizonte, às 6h00, o empresário Marcos Valério trajava  pijama e não mostrou resistência. Segundo o delegado, ele somente perguntou de onde teria saído a ordem de prisão. Quando Gomes respondeu que se tratava de uma ordem da Bahia, Valério respondeu: "Ah, tá, já sei". Depois, pediu para tomar um banho, separou uma maleta com pertences e acompanhou a polícia.

 

A polícia fez campana durante a semana inteira em frente à mansão de dois andares do empresário. Segundo informações do delegado, a casa é nova e tem três carros na garagem, todos de 2011, sendo um deles modelo 2012. No momento da abordagem da polícia, Valério estava acompanhado da mulher, Renilda, e da filha, e demonstrou calma. O empresário procurou, no entanto, conter demonstrações dos familiares, que começaram a chorar diante da prisão de Valério.

 

A casa de Valério possui uma guarita, que segundo a polícia, manteve um segurança de plantão durante toda a semana em que a polícia estava de vigília. Hoje, porém, não havia ninguém.

 

Segundo o delegado, Valério por enquanto está no aguardo do término dos trâmites burocráticos para então seguir ao hangar da polícia. Há possibilidade de o empresário ficar preso em Barreiras (BA), já que em São Desidério (BA), local que emitiu os mandados de prisão, não tem presídio.

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