Pablo Valadares/AE
Pablo Valadares/AE

Sem mais vagas na CPI, oposição obstrui votação no Senado

Retaliação contra decisão do governo de ficar com a presidência e a relatoria atinge MP do Fundo Soberano

Leonardo Goy, da Agência Estado,

26 de maio de 2009 | 17h49

A oposição no Senado decidiu retaliar a decisão do governo de não abrir mão da presidência e da relatoria da CPI da Petrobras. O líder do DEM no Senado, senador José Agripino (RN), disse que, em reação à postura do governo, a oposição entrará em obstrução durante a votação no plenário, hoje, da Medida Provisória (MP) 452. Essa MP destina ao Fundo Soberano do Brasil recursos oriundos da emissão de títulos da dívida pública e flexibiliza regras ambientais para obras em rodovias.

 

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"Se eles (do governo) têm número para nomear o presidente e o relator da CPI, nós também achamos que temos número para fazer valer o nosso ponto de vista", disse Agripino, justificando a obstrução e lembrando que seu partido sempre foi contrário à criação do Fundo Soberano. Os governistas têm direito de nomear oito dos 11 futuros integrantes da CPI da Petrobrás.

 

Agripino lembrou também que a MP 452, se não for aprovada no plenário até o dia 1º de junho, perderá o valor. Segundo o senador, o governo, ao se recusar a ceder uma das vagas de comando da CPI, "suspende o entendimento que estava sinalizado", que era o de permitir que o senador do DEM Antonio Carlos Magalhães Júnior (BA) assumisse a presidência da comissão.

 

Agripino falou com a imprensa logo após receber em seu gabinete o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que tem percorrido a Casa na tentativa de definir os nomes que seu partido indicará para a CPI.

 

Renan disse que os nomes dos representantes do PMDB na comissão não estavam definidos. Garantiu, entretanto, que o anúncio será feito hoje. "Ninguém vai assumir o desgaste de um eventual atraso da CPI", disse o líder do PMDB.

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