Sem Lula, Serra lidera a corrida presidencial por 2010

Pesquisa aponta, no entanto, que tucano está diminuindo a sua vantagem em relação aos demais candidatos

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

28 de abril de 2008 | 11h40

Com exceção da simulação com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na lista, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), vence em todos os cenários em que aparece nas listas de prováveis candidatos à Presidência da República, em 2010, segundo a pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira, 28. Pela pesquisa, entretanto, Serra está diminuindo a sua vantagem em relação aos demais candidatos.   Veja também: Gráfico com o histórico da avalição do presidente    Avaliação positiva de Lula alcança 69,3% em abril, diz pesquisa Maioria aprova terceiro mandato para Lula, aponta CNT/Sensus Lula anuncia mais 400 mil vagas em universidades públicas ESPECIAL:Terceiro mandato Na primeira lista, com o deputado Ciro Gomes, a ex-senadora Heloísa Helena e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), a vantagem de Serra caiu de 38,2% em fevereiro para 36,4% em abril. Ciro Gomes (PSB) também perde votos, caindo de 18,5% para 16,9%. A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) caiu de 12,8% para 11,7%. Por outro lado, Dilma, nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sobe de 4,5% para 6,2%.Na relação em que Dilma é trocada pelo nome do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias (PT), os votos de Serra caíram de 37,5%, em fevereiro, para 34,2%, em abril. Os de Ciro Gomes cederam de 19,6% para 17,8%. E Heloísa Helena subiu de 13,9% para 14,1%. O ministro Patrus Ananias fica com desempenho pior que o de Dilma, com 3,8% em abril, ante 3,4%, em fevereiro.Na lista em que José Serra é substituído pelo governador Aécio Neves (PSDB), de Minas Gerais, a ministra Dilma Rousseff amplia a sua vantagem. Os votos na ministra subiram de 5,4% em fevereiro para 7% em abril. Considerando essa lista, o senador Ciro Gomes ganharia a disputa, mas seus votos diminuíram em abril, ante fevereiro, caindo de 25,8% para 23,7%. Os votos em Aécio Neves também caíram de 16,6% para 16,4%. Já os votos em Heloísa Helena cedem de 19,1% para 17,5%.Já na listagem em que Geraldo Alckmin é o candidato do PSDB - é a primeira vez que ele entra na pesquisa -, Ciro Gomes sai na frente, com 23,2%; Alckmin fica com 17,2%; Heloísa Helena, com 16,3%; e Dilma Rousseff, com 7,6%. Em um eventual segundo turno, entre José Serra e Dilma Rousseff, o governador de São Paulo ganharia a eleição com 53,2%. O porcentual, no entanto, é menor do que na pesquisa anterior, quando Serra tinha 57,9% do apoio do eleitorado consultado. É a ministra que ganha espaço, aumentando os seus votos de 9,2% em fevereiro, para 13,6% em abril.Em um eventual segundo turno entre Dilma e Aécio, o governador de Minas ganharia a eleição com 32,1% e Dilma receberia 18,3%. A despeito do segundo lugar, Dilma ampliou seus votos. Em fevereiro, Aécio ficaria com 36,9% e Dilma, com 14,5%.     Lula é favorito entre brasileiros     Lula é favorito entre os brasileiros ouvidos na parte espontânea (em que não é apresentada uma lista de nomes) da pesquisa CNT/Sensus. Na resposta à pergunta sobre o político em quem o entrevistado votaria para presidente se as eleições fossem hoje, Lula ficou com 29,4%.   Ainda na parte espontânea, Serra ficou com 5% das intenções de voto; o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), recebeu 2,9%; e o ex-governador de São Paulo e ex-candidato presidencial Geraldo Alckmin (PSDB) ficou com 2,4%. A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) ficou em quinto lugar, com 1,7%, e o ex-ministro e atual deputado federal Ciro Gomes (PSB), com 1,5%.   Outros nomes mencionados pelos entrevistados na pesquisa espontânea receberam um total de 3% das intenções de votos. A CNT só divulgou nomes de aspirantes da candidatos que receberam pelo menos 1% na pesquisa. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu nessa sondagem 0,8% das intenções de voto. Houve 9,6% de intenções de voto em branco e/ou nulas. Foi grande o número (44,5%) de entrevistados que declararam não saber em quem votariam ou que não responderam à pergunta.

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