Sem liberação de R$ 6 mi, índios ameaçam bloquear rodovia

Depois de invadir o prédio, nesta semana, da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no Maranhão, os índios Guajajara ameaçam agora bloquear rodovias federais, derrubar uma torre da Eletrobrás e interromper a Ferrovia Carajás se o órgão não liberar uma verba de R$ 6,1 milhões até março de 2007 para o tratamento de saúde da tribo indígena. "Sentimos a necessidade de um orçamento garantido para o fim deste ano e o início do próximo, onde o período invernoso é intenso e os perigos de morbimortalidade são maiores", afirma os Guajajaras em carta encaminhada ao órgão. Na carta, os índios admitem que quatro funcionários da Funasa foram feitos de refém durante a invasão. Em fevereiro, a tribo Guajajara bloqueou a linha férrea da Vale do Rio Doce, que vai de Carajás a São Luís, e também fez quatro funcionários da empresa de reféns para exigir melhor acesso público à saúde. Os reféns foram libertados após dois dias. Índios também bloquearam temporariamente uma ferrovia de exportação de minério de ferro da Vale em Minas Gerais, em dezembro de 2005, depois que outro grupo indígena invadiu uma cidade perto de Carajás no mês anterior, ameaçando interromper a produção. Negociação A Funasa informou que não aceita negociar com os índios Guajajaras sobre novas verbas para a saúde enquanto a tribo continuar ameaçando o órgão com possíveis invasões à ferrovias e rodovias do País. "Interdição de rodovias e ferrovias é improcedente, irresponsável e contraria toda a legislação brasileira", diz a Funasa, em nota divulgada à imprensa. O órgão informa ainda que novos repasses de recursos só poderão ser feitos após a aprovação de um projeto de lei pelo Congresso Nacional. A expectativa é que o tema seja votado na próxima semana. A Funasa, porém, destaca que existe limites orçamentários que precisam ser levados em conta nas negociações com os índios. Este texto foi ampliado às 16h41.

Agencia Estado,

01 Dezembro 2006 | 14h50

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