Sem Dilma, comício do PMDB no Rio é 'esvaziado'

Lideranças do PMDB participaram neste sábado, 18, no Rio, de um ato de apoio à candidatura da presidente Dilma Rousseff (PT), mas o cancelamento da participação da petista, na véspera, acabou esvaziando o comício. Iniciado pouco depois das 13 horas, o ato durou menos de uma hora. Foi realizado na quadra da escola de samba Portela, em Madureira, na zona norte, que não ficou lotada.

Estadão Conteúdo

18 de outubro de 2014 | 17h05

O vice-presidente Michel Temer, que compõe a chapa de Dilma à Presidência, chegou em uma van junto com o governador do Rio e candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão, o prefeito da capital, Eduardo Paes, e o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, entre outros peemedebistas. Também participaram do comício petistas como o vice prefeito do Rio, Adilson Pires, e o deputado federal Luiz Sérgio. O prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso (ex-PSB, sem partido), também discursou.

Faixas penduradas no teto da quadra da escola de samba exaltavam a "parceria que move o Rio", citando projetos das três esferas de governo, como o Minha Casa Minha Vida (federal), as Unidades de Polícia Pacificadora (estadual) e o corredor de ônibus expresso Transolímpica (municipal).

Em rápido discurso, Temer pediu votos para Dilma e Pezão. "Vamos reeleger a presidente Dilma pelo que ela fez pelos brasileiros, mas particularmente pelo que ela fez pelo Rio", disse ele. Sem mencionar diretamente seu adversário no segundo turno, o bispo licenciado da Igreja Universal Marcelo Crivella (PRB), Pezão afirmou, também em discurso, ter apanhado "calado" durante a campanha e que irá "partir para dentro" na reta final. "Nada me assusta. Não levo desaforo para casa. Não vão fazer demagogia com a gente. Bateu, vai levar", discursou. Temer e Pezão deixaram a quadra juntos, às 14h15, sem dar entrevista.

O presidente do PMDB no Rio, Jorge Picciani, e outros integrantes da ala do partido que apoia o candidato tucano Aécio Neves na sucessão presidencial, no movimento que ficou conhecido como Aezão, não participaram do ato.

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