Sem derrotados, modelo se esgotou

'Comparação de biografias' soa arrogante e 'paulistocêntrica' para o conjunto do País

Análise: Carlos Melo,

18 de outubro de 2010 | 00h27

Nos primeiros blocos, Dilma Rousseff insistiu no tema "privatização", que deveria ser página virada - mas, aborto e religião também. No entanto, revelou-se sua intenção de vincular o tema ao pré-sal, bandeira empunhada como solução para todos os males. José Serra se viu preso a justificativas por mais tempo do que seria razoável. O tucano focou em suas realizações. Insistiu no que vai se constituindo como bordão: "fiz isto, fiz aquilo!". A "comparação de biografias" soa arrogante e "paulistocêntrica" para o conjunto do País.

 

A lição básica deste e dos debates anteriores é que o modelo se esgotou: não se discute com profundidade, candidatos respondem o que bem entendem e são ágeis em acusar o adversário de não ter respondido. Estabelecem vetos cruzados e pactos tácitos. Erenice e Paulo Preto surgiram somente pelas vozes das jornalistas. A petista pareceu melhor treinada neste ponto. O tucano justificou seu "esquecimento" em relação ao assessor com uma esfarrapada tangente sobre racismo: o "preto" de Paulo. Ninguém saiu definitivamente derrotado, mas não foi proveitoso.

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