Sem definição de Lula, MPF poderá ter comando interino

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, deixa o comando do Ministério Público Federal (MPF) oficialmente no próximo dia 28, domingo, e até agora não há um substituto para a função. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não escolheu na lista de três candidatos o nome de quem dirigirá a instituição pelos próximos dois anos. Quem pode assumir interinamente o cargo é a vice-presidente do Conselho Superior do MPF, Deborah Macedo Duprat.

GUSTAVO URIBE, Agencia Estado

24 de junho de 2009 | 20h15

A lista tríplice para indicação do próximo procurador-geral da República é formada pelo vice-procurador-geral, Roberto Monteiro Gurgel, o coordenador da área criminal do MPF, Wagner Gonçalves, e a subprocuradora federal dos Direitos do Cidadão, Ella Wiecko. De acordo com a assessoria da Presidência da República, Lula já discutiu a lista com o ministro da Justiça, Tarso Genro, e com o advogado-geral da União, Antonio Dias Toffoli. Segundo a assessoria, Lula estaria "amadurecendo a questão".

Mesmo que o presidente da República apontasse o nome do substituto de Souza na noite de hoje, dificilmente haveria tempo de o escolhido tomar posse na segunda-feira, segundo assessores da secretaria geral do Senado e da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa consultados pela Agência Estado. Além do aval do presidente, o próximo procurador-geral deve passar por uma sabatina na CCJ e pela ratificação do plenário da Casa antes de ser empossado no cargo.

Embora possa escolher qualquer um dos três nomes da lista, o presidente costuma seguir a vontade da maioria dos integrantes do MPF e optar pelo mais votado pela categoria em eleições internas, no caso, Monteiro Gurgel.

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