Sem crédito público, Brasil para, afirma Dilma

A candidata à reeleição Dilma Rousseff, afirmou na tarde deste sábado, 30, que, sem o crédito subsidiado pelo governo federal, vários setores da economia serão afetados negativamente. "Não é só o Minha Casa, Minha Vida. O mais grave é que também não vai ter Plano Safra da agricultura, do agronegócio. Hoje, todo o dinheiro do plano safra, tudo tem participação do recurso público", disse.

CÉLIA FROUFE, RICARDO BRITO E VICTOR MARTINS, Estadão Conteúdo

30 de agosto de 2014 | 13h09

Dilma rebateu propostas de seus adversários, dizendo que uma delas tira do Brasil o "passaporte para o futuro", que é o petróleo do pré-sal. "Vocês começam a ver a gravidade das propostas que estão ai", alertou. A outra proposta, segundo ela, impedirá que o governo federal financie o metrô.

A candidata do PT explicou como funciona o empréstimo: 30 anos para pagar, cinco anos de carência, e 5% de taxa de juros. Ela salientou que taxa básica de juros, a Selic, atualmente está em 11% ao ano, mas que, no mercado, é possível encontrar taxas de 20%, 30%. "Sem banco público, sem subsídio do governo federal, não tem nenhum investimento em transporte", afirmou.

Essas propostas são, conforme a presidente, "aventureiras" e "atrasadas". "Mas fazem parte de uma proposta aparentemente avançada, demagógica e, sobretudo, não sei a que interesse serve. Fiquem atentos, olho aberto, vocês têm de escutar essa questão, que vai afetar a vida de todos nós", alertou.

Ainda no discurso no interior de São Paulo, Dilma continuou dizendo que essas propostas afetarão a construção de equipamentos por todo o Brasil e os investimentos do Estado. "Não há financiamento no Brasil, acima de 10 anos, sem o governo federal subsidiar. Estou afirmando isso. Estou falando isso por um motivo, o Brasil não pode parar, o Brasil tem de continuar fazendo seus programas sociais."

Ao final, a presidente pediu aos prefeitos que a escutavam que ficassem atentos. "Quem vai vencer essa campanha somos nós e a verdade. Vocês, que se integram a esse ''nós'', me ajudaram em 2010 e vão me ajudar agora."

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