Sem construir consenso, magistrado fala em desistir

Acuado pela resistência de parte dos desembargadores paulistas, Sartori admite possibilidade de não concorrer à reeleição

Fernando Gallo , O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2013 | 23h55

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori, afirmou ontem que pode não concorrer à reeleição. Acuado pela resistência de parte dos desembargadores que compõe o Órgão Especial da Corte, Sartori declarou que, a depender do rumo que a sucessão tomar, é possível que não dispute novamente o posto.

“Há possibilidade de não entrar”, disse ele. “Vamos ver como caminha a eleição, quem será o sucessor, pode ser que eu não entre.”

Muitos desembargadores avaliam que o aparente recuo não passa de estratégia do presidente. Ontem, na festa para o governador Geraldo Alckmin, apenas 19 desembargadores deram o ar da graça, ou menos de 1/10 do quadro do TJ – 360 desembargadores. Quórum tão baixo revela que Sartori está longe de conquistar o apoio maciço da toga.

Desembargadores mais antigos o têm aconselhado a não insistir em seu projeto de se manter na cadeira de mandatário máximo da maior corte estadual do País. Argumentam a ele que seu trabalho “é reconhecido pelos magistrados”, mas nem por isso irão admitir mudança na regra do jogo em andamento. Alertam Sartori sobre a pesada resistência que irá encontrar entre seus pares.

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