Sem conseguir convocações, CPI termina semana que vem

'Se não formos votar mais nada, não tem porque continuar uma comissão', diz a presidente tucana

REUTERS

03 de abril de 2008 | 14h32

Em resposta à rejeição pelos aliados dos pedidos de convocação, a presidente da CPI dos Cartões Corporativos, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), marcou o encerramento dos trabalhos da CPI para quinta-feira da próxima semana. "Se não formos votar mais nada, não tem porque continuar uma CPI", disse a senadora durante sessão da CPI desta quinta-feira em que os governistas derrubam todos os requerimentos.   Nesta quinta-feira, o Ministério do Planejamento enviou 72 caixas de documentos ao Congresso a pedido da CPI. A estratégia do Planalto é inundar a comissão de documentos. São esperadas ao todo 3.700 caixas. A comissão solicitou os dados de cada um dos 37 ministérios, em requerimento aprovado pelo plenário. Como todo o material terá de passar nas mãos do relator Luiz Sérgio (PT-RJ), líderes governistas avaliam que a conclusão dos trabalhos vai demorar muito além do prazo inicial de 90 dias previsto para o encerramento do inquérito. Veja também:PSDB apresenta recurso para convocar Dilma ao SenadoGoverno usa 'rolo compressor' e oposição ameaça com nova CPICPI rejeita pedido para governo divulgar dados sigilososPSDB quer apurar vazamento de dossiê no governoGastos com cartões já somam R$ 9 milhões em 2008CPI pede lista dos titulares que sacaram dinheiro com cartãoCPI terá dados que complicam ministros de Lula e FHCDocumento do TCU não sustenta versão sobre 'banco de dados' CPI dos cartões: quem ganha e quem perde?  Entenda a crise dos cartões corporativos Em uma semana, devem ser entregues à CPI os primeiros documentos do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Casa Civil. O relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), afirmou que o Ministério do Planejamento deve entregar informações ainda nesta tarde. "No atual momento, não tem condição de iniciar meu relatório", disse o deputado.  Em uma semana ele deve apresentar o relatório.  A CPI deve ouvir apenas os depoimentos já aprovados: dos generais Armando Félix e Alberto Cardoso, chefes do Gabinete de Segurança Institucional dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, respectivamente, além do ministro do Esporte, Orlando Silva, e da ex-ministra Matilde Ribeiro. Os aliados do governo na CPI também colocaram sob suspeição o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que confirmou ter tido acesso aos dados dos cartões corporativos enviados a órgãos de imprensa. Ele nega, no entanto, ter sido o autor do vazamento.

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