Adriano Machado/Reuters
Adriano Machado/Reuters

Sem citar Lula, Bolsonaro pede para 'não dar munição ao canalha'

Presidente se manifesta pela primeira vez nas redes sociais após liberdade de adversários políticos na última sexta-feira, 8

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2019 | 09h31

Em posts nas redes sociais, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), se manifestou pela primeira vez sobre a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que saiu da sede da Polícia Federal em Curitiba no fim da tarde da última sexta-feira, 8.

Sem citar nominalmente o adversário político, Bolsonaro conclama os "amantes da liberdade e do bem" e recomenda não dar "munição" "ao canalha, que momentaneamente está livre".

"Amantes da liberdade e do bem, somos a maioria. Não podemos cometer erros", continua no post. "Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa, se torna num (sic) bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa", afirma.

Em um segundo tuíte, o presidente da República escreve: "Iniciamos a (sic) poucos meses a nova fase de recuperação do Brasil e não é um processo rápido, mas avançamos com fatos". E repete: "Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa".

Nos dois posts, Bolsonaro evita qualquer menção direta a adversários políticos que ganharam liberdade após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar a prisão após a condenação em segunda instância.

 

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