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Sem citar FHC, ministro da Justiça critica PSDB por apoiar impeachment

José Eduardo Cardozo diz 'lamentar' que pessoas que ajudaram a construir a democracia no País apoiem o afastamento de Dilma e afirmou estar 'entristecido'

Isadora Peron, Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2015 | 14h14

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta sexta-feira, 11, que "lamenta" que nomes importantes do PSDB tenham dedicido apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Com o aval do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a cúpula do partido fechou posição a favor do afastamento da petista na noite de quinta-feira, 10.

"O que eu lamento é que algumas pessoas que ajudaram a construir a democracia no Brasil, e que têm uma biografia nessa luta, parece que esqueceram do que defenderam no passado e, por questões momentâneas, abrem mão de princípios para se somar a uma situação de busca de um impeachment que não tem a menor base constitucional", disse o ministro após participar de um evento ao lado de Dilma no Palácio do Planalto.

Questionado se ele estava falando do ex-presidente tucano, Cardozo disse que não iria citar nomes, mas disse que essa situação o deixava "entristecido". "Eu sempre defendi a democracia e vejo pessoas na oposição que também sempre defenderam. Infelizmente algumas pessoas agora têm uma outra visão. Respeito, mas não posso deixar de ficar entristecido."

STF. O ministro também defendeu que a decisão que o Supremo Tribunal Federal vai tomar na semana que vem sobre o rito a ser seguido no processo de impeachment será "muito bem-vinda" para que a situação não fique sujeita "ao arbítrio" do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

"Eu acho que a decisão do Supremo será muito bem-vinda para que o processo de impeachment não seja utilizado como retaliação, como formas de vingança, o que evidentemente contraria a nossa Constituição", disse.

Os petistas acusam Cunha de agir por vingança já que ele decidiu aceitar o pedido de afastamento de Dilma no mesmo dia em que o PT declarou que votaria pela continuidade do processo de cassação do peemedebista no Conselho de Ética da Câmara.

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