Sem caciques, disputa em BH é dominada por candidatos ligados ao futebol

Ex-goleiro João Leite (PSDB) e ex-cartola Alexandre Kalil (PHS) são favoritos para avançar ao 2º turno neste domingo

Leonardo Augusto, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2016 | 05h00

Belo Horizonte - A eleição para a prefeitura de Belo Horizonte deverá ser decidida em segundo turno entre dois candidatos com histórico no futebol. O deputado estadual João Leite (PSDB), ex-goleiro do Atlético-MG, aparece em primeiro lugar nas pesquisas, com o ex-presidente do clube, Alexandre Kalil (PHS), na segunda colocação. O cenário é o mesmo desde agosto. A distância do ex-cartola para o terceiro colocado, porém, é de 22 pontos porcentuais, segundo pesquisa Ibope divulgada ontem. Ao todo, 11 candidatos disputam a eleição.

O PT, que já comandou a cidade por dez anos, entre 1993 e 2008, deverá registrar seu pior resultado, caso as pesquisas se confirmem. O candidato do partido, deputado federal Reginaldo Lopes, que tem base eleitoral no interior, registrou desempenho abaixo do esperado por seus apoiadores. Cenário parecido com o do atual vice-prefeito, Délio Malheiros (PSD), que tem o apoio do prefeito Marcio Lacerda (PSB). Ambos apareceram em terceiro e quarto lugares no Ibope, Lopes com 4% e Malheiros 6%.

Pelo menos no primeiro turno, a campanha transcorreu sem apoio de caciques políticos mineiros. O governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), não compareceu nem sequer no lançamento da candidatura petista.

O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves, que já governou o Estado por dois mandatos, também não participou de atos públicos de campanha de Leite. Ele gravou participação no programa eleitoral do correligionário.

Críticas. Ao longo da campanha, houve também críticas diretas a gestões do PT e do PSDB. O petista acusou os tucanos de participarem da gestão da atual prefeito na saúde e nada fizeram para a área. Leite rebateu afirmando que o PT, durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, “facilitou a entrada de drogas no País”.

Ao mesmo tempo, episódios como o mensalão, as operações Acrônimo, em que Pimentel é alvo de investigação, e Lava Jato, na qual Aécio é citado, não foram mencionadas nos debates. O impeachment de Dilma também não apareceu nos debates. 

 

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