Sem apoio tucano, Randolfe critica PSDB e compara partido a Dirceu

Senador do PSOL lançou nome para disputar presidência da Casa, mas candidatura foi classificada como 'isolada' por sigla da oposição

Ricardo Brito, da Agência Estado

17 de janeiro de 2013 | 11h25

Numa reação às criticas ao lançamento do seu nome à Presidência do Senado, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse que os tucanos e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão, fazem política de forma semelhante, mesmo estando em campos políticos opostos.

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), afirmou que a candidatura de Randolfe é "isolada" e que não deverá ter o apoio dos tucanos, que tendem a apoiar o senador do PDT Pedro Taques (MT). Em texto publicado na quarta-feira, 16, em seu blog, José Dirceu disse que o nome do PSOL tem como "único objetivo desorganizar a base de apoio do governo e a maioria parlamentar construída no Senado". "Ambos, PSDB e Dirceu, são cada vez mais parecidos na forma de atuar", criticou Randolfe.

Para o senador do PSOL, o lançamento de sua candidatura conseguiu expor o acordo feito na CPI do Cachoeira pelos tucanos com o líder do PMDB, para derrotar o relatório final do deputado Odair Cunha (PT-MG) e livrar o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), de qualquer proposta de indiciamento. A fatura política, na opinião dele, viria agora com a eleição no dia 1º de fevereiro de Renan Calheiros para o comando do Senado.

"Está claro que estava em curso um acordo entre o PT e o PSDB, fazendo dois extremos se unirem", disse. "A nossa candidatura já causou uma vítima, os grandes partidos", completou. Ele disse ainda que o líder dos tucanos jamais participou das discussões sobre a candidatura dos senadores independentes.

Randolfe Rodrigues acredita que essas desavenças servem apenas como uma tentativa de criar um "clima de desarticulação" de um nome de oposição a Renan Calheiros. O senador do PSOL destacou que caminhará junto dos senadores Pedro Taques, Cristovam Buarque (PDT-DF) e Pedro Simon (PMDB-RS), podendo abrir mão da sua candidatura se for acordado pelo grupo. Ele considera Pedro Simon o nome "mais qualificado" a ser lançado, embora o peemedebista não tenha mostrado disposição em concorrer ao cargo.

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