Sem ajuste, déficit do RS pode chegar a R$ 2,4 bi em 2007

Para evitar o crescimento do déficit orçamentárioprojetado em R$ 1,7 bilhão em 2006, o coordenador de transição do futuro governo Yeda Crusius (PSDB) no Rio Grande do Sul, Aod Cunha de Moraes Júnior, defendeu na quarta-feira "solidariedade" de todos os Poderes na discussão do orçamento de 2007."É preciso ter controle das despesas, como prevê o pacto (do Rio Grande)", propôs ele, referindo-se ao entendimento feito entre Legislativo e Executivo para congelar as despesas orçamentárias por quatro anos - suspenso por força de liminar.Se nenhuma medida de ajuste for tomada, Aod apontou que o déficit orçamentário do Estado tem potencial para passar a R$ 2,4 bilhões em 2007, já que o futuro governo não contará com o ingresso adicional de ICMS decorrente do aumento de alíquotas.O reajuste do tributo vigorou em 2005 e 2006, mas terminará em dezembro (incidiu sobre telefonia, energia elétrica residencial e comercial, gasolina e álcool). Sem ele, a receita pública perderá entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões em 2007, estimou Aod. "Esperamos produzir um consenso até a votação (do orçamento)", complementou, apostando na compreensão das dificuldades financeiras.Na Assembléia, o presidente do Legislativa, deputado Fernando Záchia (PMDB), pediu uma posição do governo Yeda sobre o orçamento. "É decisivo que nós tenhamos uma posição do futuro governo, de que entende e quais são suas expectativas para que seus representantes aqui no Legislativo coloquem com muita clareza esta posição", afirmou.Os deputados esperam uma orientação sobre qual deve ser o índice de reajuste nas despesas dos três Poderes, acompanhando a idéia do pacto, que prevê 3% para todos, ou na forma enviada à Assembléia, com 3,8% de aumento para o Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública.

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