Sem acordo, votações na Câmara devem ficar para agosto

Cinco medidas provisórias já trancam a pauta da Casa e atrasam votação do último ponto que cria nova CPMF

Denise Madueño, de O Estado de S. Paulo,

01 de julho de 2008 | 13h35

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), convocou nova reunião de líderes para esta quarta-feira, 2, na tentativa de chegar a um acordo de procedimento nas votações do plenário. No centro da tentativa de acordo está a votação do último ponto do projeto que cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS), a nova CPMF. A oposição quer adiar a votação para mais próximo das eleições, na expectativa de aumentar as dificuldades de aprovação da proposta. Por isso, a oposição evita destrancar a pauta obstruída por Mps.  O entendimento dos líderes partidários foi o de deixar para depois do recesso parlamentar a votação da proposta de reforma tributária. "Houve quase um consenso de que o melhor é deixá-la para agosto", relatou, após o encontro, o líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE). Veja também:Veja quem votou contra e a favor da CSS na Câmara Calcule: quanto a CSS pesa no seu bolso  Entenda o que é a CSS, a nova CPMFEntenda a Emenda 29    Chinaglia, que vinha defendendo a votação do projeto antes do recesso, admite pautar a proposta no segundo semestre legislativo. "O mais provável é que a gente não vote (a reforma tributária) no primeiro semestre", disse Chinaglia. Cinco medidas provisórias já trancam a pauta da Casa e, em curto prazo, outras duas MPs e um projeto de lei em regime de urgência vão obstruir os trabalhos. Sem entendimento, apenas MPs deverão ser votadas até o início do recesso em 18 de julho, sem chance de abertura de uma "janela" para votação de outros projetos de interesse do Legislativo. Texto atualizado às 13h50

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