Sem acordo, senadores não votam aumento de salário de ministros do STF

Aliados de Michel Temer queria votar ainda hoje os projetos para reajustar os vencimentos dos representantes do Supremo e do procurador-geral da República

Isabela Bonfim e Julia Lindner, O Estado de S. Paulo

31 Agosto 2016 | 19h59

 

Brasília - Poucas horas após o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da presidência, senadores da base aliada de Michel Temer (PMDB) tentaram encaminhar a votação do aumento salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República. A tentativa foi frustrada novamente pelo PSDB. O senador tucano Ricardo Ferraço (ES), que é abertamente contrário aos projetos, ameaçou pedir verificação de quórum caso insistissem em acelerar a votação.

Sem acordo, a sessão foi encerrada. As medidas provisórias 726 e 727, além dos aumentos dos ministros do STF e do procurador-geral da República voltam a ser discutidas na próxima sessão deliberativa, agendada para 8 de setembro.

No momento, o painel do Senado registrava quórum de 57 presentes. O mínimo de senadores necessários para fazer votações é de 41 senadores. Caso nem todos os registrados estejam presentes e o quórum seja inferior ao necessário, a sessão é derrubada automaticamente.

A questão causou confusão no Senado e atrapalhou acordo entre os senadores, que tinham combinado de votar apenas a MP 725, que renegocia o crédito agrícola. 

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