Sem acordo, reforma tributária deve ficar para 2005

Os líderes dos partidos não chegaram a um acordo sobre a votação da reforma tributária, e a matéria não deverá mais ser votada este ano, pois hoje é o último dia dos trabalhos ordinários do Legislativo. O vice-líder do governo na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS), disse que o governo até concordaria em votar o item da reforma que aumenta de 22,5% para 23,5%, os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mas em troca queria que o projeto da Lei de Biossegurança também entrasse na pauta. Os líderes governistas não se entenderam sobre o assunto, em reunião realizada no gabinete do líder do governo, Professor Luizinho (PT-SP). "Lamento muito", afirmou Albuquerque. "O Brasil perde oportunidade de votar assuntos importantes. Vamos acabar retornando, em 2005, com assuntos que já poderiam ter sido votados agora". Sem acordo, também deverá ficar sem votação a chamada PEC paralela da Previdência, que os deputados pretendiam votar ainda hoje. A PEC (proposta de emenda constitucional) suaviza, em alguns pontos, a reforma previdenciária aprovada pelo Congresso no ano passado.

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