Sem acordo, CPI dos planos de saúde adia votação

Depois de muita discussão entre deputados e movimentação intensa de lobistas, a votação do relatório da CPI dos Planos de Saúde foi novamente adiada. O texto, que inclui a proposta de um projeto de lei alterando regras na área de saúde suplementar, será votado na próxima semana. Um dos pontos mais polêmicos do relatório do deputado Ribamar Alves (PSB-MA), a redução da diferença das mensalidades por faixa etária de 500% para 100%, poderá ser retirada do texto.Os deputados Max Rosenmann (PMDB-PR), Walter Feldman (PSDB-SP), Roberto Jefferson (PTB-RJ) criticaram a sugestão, afirmando que ela poderia trazer o desequilíbrio do setor. "Se é para fazer média, podíamos sugerir o preço uniforme, qualquer que fosse a idade", afirmou Rosenmann. O presidente da CPI, Henrique Fontana defendeu a medida. "Não se trata de uma guerra de gerações, mas de solidariedade. Hoje temos jovens iludidos com preços artificialmente baixos. E pessoas mais velhas, expulsas de maneira perversa, diante das altas mensalidades cobradas."O diretor médico da Federação Nacional de Seguradoras (Fenaseg), Horácio Cata Preta, faz previsões sombrias para uma eventual aprovação da medida. Ele argumenta que mensalidades mais altas afastariam grupos mais jovens. Isso faria com que a proporção de pessoas em faixas etárias mais elevadas aumentasse de forma significativa, encarecendo ainda mais o setor.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.