Sem acordo, base usará 'rolo compressor' por CPMF na Câmara

Chinaglia diz que votação do imposto do cheque será concluída nesta quarta: 'Os dois lados têm suas armas'

AE e Agência Brasil,

26 de setembro de 2007 | 16h26

Uma vez mais, lideranças dos partidos na Câmara dos Deputados não fecharam acordo sobre a votação da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da Desvinculação das Receitas da União (DRU), que libera ao governo 20% da receita tributária da União para aplicação em programas prioritários. A informação é do presidente da Casa, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) após reunião com líderes.   Veja também: Especial sobre a CPMF   Após 'rebelião' do PMDB, base tenta retomar votação da CPMF Por CPMF, governo cede em fim de voto secreto   "Ninguém cedeu", informou o parlamentar. Apesar da falta de acordo, ele disse que não vai adiar a votação prevista para esta quarta-feira. "Os dois lados têm suas armas regimentais, o que agrava a situação", ponderou Chinaglia. Sem acordo, os líderes dos partidos da base decidiram usar o rolo compressor para concluir a votação da CPMF. O texto base do chamado imposto do cheque passou em primeira votação na Câmara, falta agora votar destaques e emendas do projeto.   O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que espera a conclusão da votação da CPMF nesta quarta-feira na Câmara. "Estamos numa quarta-feira, dia bom pra votar com todas as condições", disse o ministro. Ele, no entanto, evitou comentar a promessa do governo de nomeações de peemedebistas para cargos em estatais. Bernardo disse que não participou da reunião entre o presidente Lula e representantes do PMDB na noite da última terça-feira.   A base vai usar de um artifício regimental para derrubar 26 emendas aglutinativas e votar sete destaques de pontos separados da proposta. Segundo os aliados, o deputado Paulinho da Força (PDT-SP), concordou em retirar os três destaques que havia apresentado à proposta, para reduzir o número de votações. Em troca, os aliados aprovaram nesta quarta-feira em duas comissões permanentes (a de Finanças e a do Trabalho) o projeto que prevê repasses do Imposto Sindical para as centrais sindicais, dando rapidez na tramitação do projeto de interesse do deputado.   A oposição continua a afirmar que fará obstruções. "Vamos usar todos os recursos que a oposição tem no regimento para fazer com que a tramitação seja longa e dolorosa", disse o líder do Democratas na Câmara, Ônix Lorenzoni (DEM-RS). Segundo ele, não há possibilidade de acordo com o governo sobre a prorrogação da CPMF até 2011. "O DEM não faz acordo com o governo". O governo precisa de, no mínimo, 308 votos.   (Com Denise Madueño, Renata Veríssimo e Eugênia Lopes, do Estadão)  

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