Sem a presença de Cunha e Renan, Dilma empossa Henrique Alves no Turismo

Vinícius Lages, que deixa o cargo, será chefe de gabinete do presidente do Senado, que ficou insatisfeito com a substituição

RICARDO BRITO E RAFAEL MORAES MOURA, Estadão Conteúdo

16 Abril 2015 | 16h33

Brasília - Na tentativa de reforçar a articulação política e melhorar a relação com o PMDB, a presidente Dilma Rousseff empossou na tarde desta quinta-feira, 16, o novo ministro do Turismo, o ex-presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). No discurso na solenidade de posse no Palácio do Planalto, Dilma começou agradecendo a Vinícius Lages, que deixa a Pasta, e fez uma série de afagos ao novo titular.

Dilma disse que Alves sempre foi "nosso parceiro de tantas horas no Congresso Nacional", desejou-lhe muita sorte e trabalho na nova função e disse que o ministro vai ajudar a desenvolver, ainda mais, a indústria do turismo brasileiro.

A solenidade contou com a presença de ministros e parlamentares, mas teve duas ausências importantes: os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Irritado com o Palácio do Planalto por ter desalojado seu apadrinhado político, Renan decidiu nomear Vinícius Lages chefe de seu gabinete.

Cunha apadrinhou a indicação de Alves para o ministério após ele não ter entrado na lista de investigados da Operação Lava Jato. A ida de Alves - ex-deputado federal de 11 mandatos consecutivos que perdeu a eleição para o governo potiguar em outubro - visa a reforçar a atuação do governo com o Congresso. O vice-presidente e novo articulador político, Michel Temer, também é aliado de Alves.

Para Dilma, a presença de ministro no governo "reforça a nossa capacidade administrativa" e a "ação política na área do turismo", características consideradas por ela indispensáveis para o setor. A presidente disse que as primeiras palavras dela seriam de "agradecimento" a Lages. Segundo ela, nos 13 meses em que este no cargo, Lages "levou o turismo a galgar um novo patamar de qualidade".

No discurso, a presidente afirmou que, a 477 dias das Olimpíadas e a 510 dias das Paralimpíadas no Rio de Janeiro, este é um momento extraordinário para ampliar a importância do nosso país como "pátria esportiva", "de todos nós" e como "referência internacional". "Apesar da descrença de alguns, a Copa do Mundo projetou de forma muito positiva a imagem do Brasil no resto do mundo", disse.

Segundo Dilma, a Copa atraiu quase um milhão de estrangeiros para circular no país, dos quais 95% manifestaram intenção de retornar ao Brasil. "Faremos os melhores Jogos Olímpicos e Paraolímpicos dos últimos tempos", afirmou ela, ao destacar que os brasileiros vão ter a oportunidade de presenciar e assistir a um dos maiores eventos do mundo.

"Tenho certeza de que, mais uma vez, vamos saber deixar encantados os que nos visitarem na maravilhosa cidade do Rio de Janeiro e todos os destinos que podem ser aproveitados a partir do Rio", afirmou. Para ela, o País mostrará que, mais uma vez, está preparado para sediar grandes eventos.

A presidente defendeu o estímulo aos brasileiros para viajarem pelo País, destacou que o Brasil está fazendo "ajustes para crescer" e que a indústria pode assumir papel mais relevante na retomada do crescimento.

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