Seis rebeldes morrem e um militar vira refém na Colômbia

Seis guerrilheiros foram mortos depois de um bombardeio de aviões da Força Aérea Colombiana contra um acampamento rebelde, localizado na floresta ao sul do país, nesse domingo. O grupo rebelde anunciou que um militar foi capturado durante o combate.

REUTERS

06 de junho de 2010 | 18h22

O bombardeio contra um acampamento das Farc (Forças Revolucionárias da Colômbia) aconteceu em Cano de Los Lobos, perto de San Vicente de Caguan, em Caquetá, a 300 quilo6metros ao sudeste de Bogotá, de acordo com informações da Força Aérea.

"Seis narco-terroristas foram abatidos, sete foram capturados e dois guerrilheiros foram feridos, eles receberam os primeiros socorros e depois foram entregues às autoridades competentes", disse um comunicado da Força Aérea.

O acampamento bombardeado foi ocupado por tropas do exército, que confiscaram armas e equipamentos de comunicação.

Por outro lado, as Farc anunciaram que seguem mantendo como refém o fuzileiro Henry Lopez, capturado durante um combate no qual morreram nove militares, no dia 23 de maio, perto do município de Solano, em Caquetá.

Caquetá é uma das regiões do país onde as Farc ainda têm uma presença forte e onde a ofensiva militar determinada pelo presidente Álvaro Uribe, desde que ele assumiu o poder em 2002, tem enfrentado a maior resistência.

Durante essa ofensiva apoiada pelos EUA já morreram comandantes da guerrilha importantes, como Raúl Reyes, Tomás Medina Caracas e Martín Caballero, e milhares de guerrilheiros desertaram, o que enfraqueceu a capacidade militar dos rebeldes.

As Farc, consideradas pelos EUA e pela UE como uma organização terrorista, passou dos 17.000 combatentes em 2002 a cerca de 9.000 atualmente, de acordo com informações das forças de segurança.

A ofensiva militar tem permitido reduzir os assassinatos, os seqüestros e ataques contra a infra-estrutura, incentivando os investimentos estrangeiros e beneficiando a economia. Mas os rebeldes ainda têm forte presença em zonas importantes para a produção e tráfico de cocaína, sua principal fonte de financiamento, de acordo com informações do governo.

O candidato do Partido de la U, Juan Manuel Santos, e o líder do Partido Verde, Antanas Mockus, que vão disputar o segundo turno das eleições para presidente da Colômbia, no dia 20 de junho, prometeram manter a ofensiva militar contra a guerrilha.

As Farc não informaram se libertaram o militar capturado ou se o incluíram no grupo de 22 militares das forças armadas que eles mantêm sequestrados, alguns por mais de 12 anos e que eles querem usar em trocas por rebeldes presos.

Santos e Mockus já avisaram que se ganharem a eleição não vão negociar nenhum acordo com a guerrilha em troca da libertação dos militares sequestrados.

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