Sete partidos devem pedir cassação de Waldir Maranhão

Arthur Maia (PPS-BA) anunciou que PPS, Solidariedade, PMDB, PSDB, DEM e PSC vão protocolar representação no Conselho de Ética ; PHS também deve entrar com ações

Valmar Hupsel Filho, Daiene Cardoso e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2016 | 15h39

Brasília - O deputado federal Arthur Maia (PPS-BA) anunciou nesta segunda-feira, 9, que PPS, Solidariedade, PMDB, PSDB, DEM e PSC querem protocolar representação no Conselho de Ética da Câmara pedindo a cassação do mandato do presidente interino da Casa, deputado Waldir Maranhão (PP-MA). 

Na interpretação dos partidos, o parlamentar maranhense quebrou o decoro parlamentar ao cometer "abuso de autoridade" com a decisão que anulou a sessão da Câmara que aprovou a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A decisão foi tomada nesta sexta-feira.

"A decisão dele foi ilegal e ilegitima, pois confronta a posição de 367 deputados (que votaram a favor do impeachment)", afirmou Maia. Para o deputado baiano, o ato de Maranhão é "algo muito grave". "Ele não pode, buscando motivos pessoal e político, tomar uma decisão dessas", criticou. 

O parlamentar afirmou que os presidentes dos seis partidos mencionados já foram contatados e se comprometeram em assinar a representação contra Maranhão. Ele não descarta, porém, que mais legendas possam aderir à representação antes de ela ser protocolada.

PHS. O líder do PHS, Marcelo Aro (RJ) aproveitou a presença de jornalistas na sala da presidência após o pronunciamento de Maranhão, para anunciar que o partido também vai entrar com duas ações contra a decisão de anular o processo de votação da admissibilidade do impeachment na Casa.

No Supremo Tribunal Federal, diz o deputado, o PHS vai entrar com uma ADPF, sigla para Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental para que a Corte “deixe claro o rito processo de impeachment”. Além disso, o partido deverá entrar com pedido de cassação do presidente interino da Câmara.

“Estamos focados em duas ações para não permitir esse absurdo que o Waldir Maranhão cometeu em sua decisão de anular o processo de impeachment”, disse.

Enquanto Aro falava, a deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ) tentava impedir que ele se pronunciasse, afirmando que o parlamentar não poderia usar uma entrevista convocada pelo presidente da Câmara para “falar mal dele”. Os deputados discutiram e houve trocas de insultos. Aro chamou o PC do B de puxadinho do PT e Feghali retrucou chamando o deputado de “capacho” de Eduardo Cunha.

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