Seguranças fazem varredura no Senado

Pelo menos 11 seguranças do Senado Federal e dois funcionários da empresa Fiança (empresa terceirizada de limpeza) passaram a noite de hoje fazendo varredura eletrônica em busca de computadores e celulares no plenário. A ordem foi dada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e executada pelo primeiro vice-presidente, Tião Viana (PT-AC). A segurança também neutralizou o serviço de áudio, o que significará que os 81 senadores e os advogados de defesa e acusação terão de gritar em plenário para serem ouvidos na sessão de julgamento de Renan amanhã.O rigor na exigência de manter secreta a sessão pode levar o Senado a viver momentos de ausência de democracia, como se o País estivesse mergulhado em um momento de exceção. Nem mesmo as taquigráficas, responsáveis em transcrever as sessões, poderão participar da sessão de amanhã. Além dos advogados e dos senadores, apenas a secretária-geral da Mesa, Claudia Lyra, poderá participar da sessão.A paranóia para que nenhum momento da sessão que definirá o futuro político do principal nome da instituição chegou a tal ponto que Renan tentou hoje fechar o Senado para visitantes. Tião Viana, porém, fez uma ressalva e acabou apenas restringindo a visita às galerias do plenário. No final da noite de hoje, os senadores ainda não sabiam sequer se poderiam usar os computadores e celulares durante a sessão. Alguns foram obrigados a ligar para o serviço de segurança em busca de informações. Ao contatar os responsáveis, tiveram o conhecimento de que o uso de telefones deveria ser restrito ao mínimo possível e que os laptops haviam sido retirados. O próprio Tião Viana, na abertura dos trabalhos, fará uma advertência em relação ao uso de celulares.As restrições deverão ser debatidas em plenário na abertura da sessão, marcada para as 11 horas. Enquanto durar o julgamento, o País viverá como se o Senado não existisse. Ele estará eletronicamente isolado do mundo político enquanto durar a reunião.

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