Segurança requer serviço de inteligência integrado, diz FHC

O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ainda em seu discurso que o problema de segurança pública tem de ser enfrentado com coragem e que o combate ao crime só será bem sucedido se houver articulação das ações. Ele considerou que a questão central no combate ao crime é a articulação e enfatizou a necessidade de integração dos serviços de inteligência. "Ou nós temos um serviço de inteligência integrado, ou vamos perder a guerra", alertou. Fernando Henrique rebateu as críticas de que o Fundo Nacional de Segurança Pública não saiu do papel. "Quem escreveu isso não sai de casa", afirmou. Segundo ele, entre os anos de 2000 e 2002 serão repassados R$ 1,3 bilhão aos Estados.O presidente observou que não houve repasses anteriores porque a segurança pública não é atribuição do governo federal. O presidente disse, no entanto, que a crise na segurança pública não é só pela falta de recursos. Segundo ele, não adianta comprar mais automóveis para a polícia se há falta de pneus ou gasolina, e nem comprar mais armas se elas acabam sendo roubadas. Para Fernando Henrique é preciso haver uma integração das polícias, mais obediência à hierarquia e valorização dos bons policiais. ?O País precisa de paz?O presidente reconhece que isso não é um problema que se resolva em 11 meses, até o término do seu mandato, mas disse que ele vai se empenhar para tentar amenizar essa crise. "Não é um programa para show. Mas não vamos fugir da luta; vamos guerrear, porque o País precisa de paz", afirmou o presidente. Ele ressaltou, no entanto, que o combate ao crime não pode deixar de lado os compromissos democráticos com os direitos humanos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.