Segurança quer o mesmo tratamento de saúde e educação

A área de segurança pública deveria receber tratamento semelhante à deeducação e saúde, com a vinculação de recursos orçamentários para o pagamento de pessoal e melhoria das condições detrabalho.A proposta foi apresentada nesta quarta-feira pelo comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Rui Cesar Melo, aoministro da Justiça, José Gregori.Melo, que é presidente do Conselho de Comandantes-Gerais das Polícias Militares e dos Bombeiros, destacou que a vinculaçãoabriria caminho para aumentar os salários e acabar com a insatisfação dos policiais no País.Ele não deixou claro, no entanto, seo governo federal deveria ajudar os Estados a pagar os salários ? o presidente Fernando Henrique Cardoso já descartou essapossibilidade.Mas o presidente da Associação Nacional dos Oficiais Militares Estaduais, Sigfrido Maus, que também se reuniu com Gregori,propôs a contribuição da União. ?Se o governo federal manda dinheiro para a educação e a saúde, por que não pode fazer omesmo para a segurança pública??, perguntou Sigfrido Maus.No caso da educação, Estados e municípios devem destinar nomínimo 25% de sua arrecadação para o ensino, e a União, 18%.Os dois policiais concordaram em que a baixa remuneração está entre as principais causas dos movimentos grevistas.Melodefendeu a adoção de um piso nacional para as PMs, no valor de 10 salários mínimos, ou seja, R$ 1.800,00 por mês.?O policialestá com a autoestima baixa e não se sente querido pela sociedade?, afirmou o comandante-geral, condenando a?insensibilidade? dos governadores para a questão da segurança pública.A idéia de criação de uma guarda nacional, como quer o ministro Gregori, foi criticada por Melo.Ele argumentou que seria maiseconômico dar poder ao governo de convocar efetivos das PMs de outros Estados para controlar situações de emergência.Asdespesas seriam pagas pela União, e o Exército comandaria o contingente em missão extraordinária.Mas o comandante-geral da PM paulista condenou a atuação de tropas militares como força de segurança pública.Segundo ele,o Exército demonstrou recentemente na Bahia que não está preparado para agir como polícia. ?Eles levaram bazucas e tanques eficou patente que a situação não foi resolvida?, afirmou Melo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.