Segurança privada ''explode'' no Brasil, diz Figaro

Para jornal francês, classes altas são ''aterrorizadas'' pelo alto nível de criminalidade.

BBC Brasil, BBC

02 de agosto de 2007 | 07h22

O mercado de segurança privado "explodiu" no Brasil nos últimos anos, segundo uma reportagem do jornal francês Le Figaro nesta quinta-feira.O jornal explica que a falta de segurança nas grandes cidades brasileiras está fazendo da ocupação de "consultor de segurança" uma "profissão em pleno desenvolvimento".Em São Paulo, diz o Figaro, em média 800 pessoas por dia são assaltadas e roubadas."A escassa presença de policiais na rua, junto com uma alta delinqüência nas grandes cidades, aterroriza as classes médias", afirma o artigo."Não se passa um dia sem que um jogador vedete de futebol não tome conhecimento de que um membro de sua família foi seqüestrado."O diário francês descreve a nova modalidade de crime brasileira, o falso seqüestro, em que criminosos fingem seqüestrar parentes de suas vítimas e negociam ''resgates'' por telefone.Um consultor ouvido pela reportagem diz que a profissão rende 500 reais por hora de trabalho.Os negócios das companhias do setor de segurança superaram o bilhão de dólares em 2006, um crescimento de 14% em relação ao ano anterior, afirma a correspondente do jornal."O Brasil já conta com mais de 1,5 milhão de câmeras de segurança, das quais 80% em São Paulo, e 600 mil vigilantes, mais que os efetivos do Exército, a Marinha e da Polícia Militar juntos", relata o Figaro."Sintoma mais recente da paranóia ambulante, mais de 90 proprietários de casas já instalaram em seu subsolo bunkers de sobrevivência onde podem se refugiar se forem vítimas de um ataque.""Equipados com sistemas elétricos próprios, reservas de água e alimentos não perecíveis, estas mini-fortalezas permitem viver até um mês em isolamento."BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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