Segurança de Lula é reforçada para visita a favela no Rio

O esquema de segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será reforçado amanhã, quando ele subirá pela primeira vez um morro carioca controlado por traficantes de drogas: o complexo de favelas Cantagalo-Pavão-Pavãozinho, na zona sul do Rio. A assessoria da presidência, no entanto, nega que a mobilização de um efetivo maior, inclusive de homens das Forças Armadas, seja por causa do tráfico de drogas."A idéia não é ter segurança ostensiva. É lógico que vai ter mais gente, são mais quilômetros para serem resguardados, o comboio terá que subir mais devagar, com menos espaço para a manobra. Mas não há tratamento diferenciado. Se ele chegar de transporte terrestre num shopping, na Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) ou no Cantagalo, as medidas serão as mesmas", explicou Fátima do Carmo, assessora da secretaria-geral da Presidência.O clima na favela hoje era de euforia. "A comunidade dorme e acorda pensando no presidente, afinal, é a primeira vez que um presidente sobre o morro", disse o presidente da Associação de Moradores, Marco Antonio da Silva. Cerca de 80 policiais faziam o policiamento nos acessos da favela. No final do dia, a companhia de lixo Comlurb fazia uma grande limpeza de entulho acumulado.ComboioSegundo a assessora da presidência, o comboio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é formado de quatro carros blindados e uma ambulância. Como são mais pesados e a rua de acesso à favela é estreita, optou-se por proibir o tráfego e a permanência de veículos desde hoje. "Não podemos correr o risco de um carro ficar estacionado num local de manobra", justificou Fátima.Durante a solenidade, na sede do programa Criança Esperança, no alto do morro, o presidente dará início às obras de urbanização da favela. A obra, prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), terá investimento total de R$ 35 milhões, sendo R$ 26,4 milhões da União e R$ 8,8 milhões do governo estadual. A urbanização prevê a construção de redes de água e esgoto, pavimentação da via de acesso interno, construção de uma creche comunitária, remoção de moradias em áreas de risco e regularização fundiária, através da Cessão do Direito Real de Uso (CDRU) por 99 anos.

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