Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Segundo turno em SP terá duas opções de mudança, diz Haddad

Pesquisa aponta que candidato petista cresceu dois pontos percentuais; tucano recuou um ponto

Bruno Lupion, de O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2012 | 17h00

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira, 5, que o segundo turno das eleições municipais será travado entre duas candidatura com viés de mudança.

"Hoje a população está entre mudar ou não mudar, mas no segundo turno estará entre para onde mudar", disse o petista, após encontro com empresários da região de Itaquera, zona leste.

Pesquisa Datafolha sobre intenção de voto divulgada na terça-feira, 4, aponta crescimento de quatro pontos de Celso Russomanno (PRB), isolado na liderança com 35%, recuo de um ponto de José Serra (PSDB), na segunda colocação com 21%, e crescimento de dois pontos de Haddad, com 16% em terceiro lugar. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.

O petista também afirmou que o debate no segundo turno será mais qualificado, pois os candidatos, em vez de tecerem críticas à atual administração, estarão livres para discutir seus planos de governo.

Haddad minimizou os dados da pesquisa Datafolha sobre o universo dos eleitores simpatizantes do PT (24% do eleitorado), que indicam, no período de uma semana, crescimento de intenções de voto em Celso Russomanno (PRB) de 29% para 33%, e queda de 40% para 37% das intenções de voto em Haddad.

"Está dentro da margem de erro, e há um eleitorado petista que ainda não tomou conhecimento nem do programa eleitoral nem do plano de governo", disse. Segundo Haddad, o voto "anti-Kassab" tende a se diluir no segundo turno.

O atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), apoia a canditatura do tucano José Serra, e sua gestão é considerada ruim ou péssima por 48% dos eleitores.

Ao final, questionado se seu diagnóstico já considera Serra fora do segundo turno, Haddad refez o discurso. "Das duas umas, ou o eleitor vai estar entre a mudança e a continuidade, e eu penso que vai apoiar a mudança, ou vai estar entre duas alternativas de mudança", disse.

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