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Segundo round

Delação de Funaro devolveu o ímpeto ao procurador-geral, que havia sido perdido com a primeira vitória do presidente na Câmara

Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2017 | 05h00

Rodrigo Janot tem pressa. Restam ao procurador-geral da República 18 dias até deixar o cargo. Tem de desferir as flechas contra Michel Temer até lá, estejam elas devidamente afiadas ou não. A delação de Lúcio Funaro devolveu o ímpeto ao procurador-geral, que havia sido perdido com a primeira vitória do presidente na Câmara.

Tanto que, em 2 de agosto, auxiliares diretos de Janot avaliavam que dificilmente haveria fatos novos para balizar uma nova denúncia, uma vez que os mais graves estavam descritos na primeira.

Agora, a ideia é combinar as delações de Joesley Batista e de Funaro para: 1) embasar a denúncia contra Temer por obstrução de Justiça no inquérito 4483 e 2) comprovar o envolvimento do presidente no inquérito 4327, o chamado “quadrilhão” do PMDB. O problema, de novo, é tempo. A delação de Funaro ainda depende de homologação de Edson Fachin.

A equipe de Janot elenca casos de colaborações de um réu só em que a homologação saiu rapidamente e conta com que aconteça o mesmo agora. Além disso, o inquérito do quadrilhão ainda depende de relatório final da Polícia Federal.

Do lado de Temer, o conselho de ministros próximos é proceder de forma diferente desta vez: denunciando desde o início motivações políticas e perseguição por parte de Janot e adotando tom mais duro com os deputados.

Auxiliares palacianos dizem que Temer deve deixar claro aos deputados que eles têm de escolher entre ser governo de fato e chancelar a conduta de Janot – que seria de enfraquecer toda a classe política, parlamentares incluídos.

SALDÃO

Além de denúncias contra Temer, PGR prepara outras

O cronograma de Janot para esvaziar a gaveta inclui os dois casos derivados do “quadrilhão” original. A denúncia ao núcleo do PP está pronta. Já no inquérito do PT, que inclui Dilma Rousseff e o ministro do STJ Marcelo Navarro, não se sabe se haverá denúncia ou arquivamento.

É ELE?

Mercado vê Meirelles candidato se reforma for aprovada

A passagem de Henrique Meirelles pelo congresso internacional da B3, no último fim de semana, consolidou em expoentes do mercado financeiro a avaliação de que, se a reforma da Previdência for aprovada, ainda que esvaziada, o ministro da Fazenda será candidato ao Planalto.

QUEDA DE BRAÇO

Gestão Doria começa a discutir revisão do IPTU

A Secretaria da Fazenda da Prefeitura de São Paulo já começou a debater a revisão da Planta Genérica de Valores do IPTU para 2018 com o setor imobiliário. O projeto que corrige a planta tem de ir para a Câmara até outubro. Além dessa discussão, mais técnica, já corre na gestão a do reajuste das alíquotas do imposto, diante da necessidade de arrecadar mais. Há quem aposte que Doria, pré-candidato, não vai comprar essa briga e a do reajuste da tarifa de ônibus ao mesmo tempo.

CULTURA

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Christian de Castro, que deve ser anunciado hoje como diretor e possível presidente da Ancine, é alvo de denúncia na própria agência reguladora por irregularidade em investimento de R$ 3 milhões do Funcine na produtora Glaz Entretenimento S/A. Na denúncia, um dos acionistas aponta desvio de finalidade na aplicação de recursos e pagamentos indevidos de R$ 200 mil à empresa de Castro, que é conselheiro na produtora.

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