Segundo caso Renan depende do plenário, diz relator

João Pedro acredita que decisão sobre cassação do senador na 4ª definirá rumo do caso Schin

Agência Senado

07 de setembro de 2007 | 15h32

O senador João Pedro (PT-AM), relator do segundo processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que aguarda a decisão final sobre a primeira representação para, só depois, definir que encaminhamento dar à segunda.  Veja também:  Veja a cronologia do caso Renan Íntregra do relatório que pede a cassação de Renan  Entenda as três frentes de investigação contra Renan  PMDB vincula caso Renan à CPMF   Nesta representação, Renan é acusado de ter favorecido a cervejaria Schincariol, que comprou uma empresa de sua família por valor acima do de mercado. João Pedro argumentou que o Conselho de Ética esteve ocupado com a primeira representação até a última quarta-feira e que é preciso, agora, aguardar a decisão do Senado sobre essa matéria para, então, tratar da segunda representação. Na opinião do senador, o Conselho de Ética deve se reunir depois de quarta-feira , quando o Plenário do Senado já terá tomado uma decisão sobre o primeiro processo, para discutir a segunda representação. João Pedro acrescentou que ainda avalia a defesa apresentada pelo senador Renan na última terça-feira.  Processos Na próxima quarta-feira, o Plenário do Senado votará, em sessão secreta e votação fechada, o projeto de resolução do Conselho de Ética que sugere a perda de mandato do senador Renan Calheiros por quebra de decoro parlamentar. Nesse primeiro processo, Renan é acusado de ter tido contas pessoais pagas por um funcionário da empreiteira Mendes Júnior.  A segunda representação baseia-se em denúncia publicada pela revista Veja em 11 de julho. De acordo com o semanário, após a Schincariol ter pago R$ 27 milhões pela Conny Indústria e Comércio de Sucos e Refrigerantes, que pertencia ao irmão de Renan, deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL) - fábrica que, segundo a Veja, valeria menos de R$ 10 milhões - o senador teria atuado para livrar a cervejaria de uma dívida de R$ 100 milhões junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), assim como teria impedido a cobrança de multas que a Schincariol teria em aberto junto à Receita Federal. Uma terceira representação contra o senador Renan Calheiros, protocolada pelo DEM e pelo PSDB, aguarda designação de relator no Conselho de Ética. Ela pede a investigação da denúncia, também publicada pela revista Veja, de que Renan teria utilizado "laranjas" para se tornar sócio de empresas de comunicação em Alagoas.  Nesta quinta-feira, o PSOL protocolou uma quarta representação, para investigar, dessa vez, a denúncia de envolvimento de Renan e do lobista Luiz Garcia Coelho em um suposto esquema de recolhimento de propina para desviar recursos dos cofres públicos. Essas denúncias foram divulgadas no último final de semana pelas revistas Veja e Época.

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