Segunda testemunha de acusação depõe no caso Galdino

A segunda testemunha de acusação, o chaveiro Nairo Euclides dos Santos Magalhães, já começou a depor no Tribunal do Júri de Brasília, no julgamento dos autores confessos do assassinato do índio Galdino de Jesus. Nairo foi uma das pessoas que prestaram socorro ao índio, em 20 de abril de 1997, quando cinco jovens - quatro dos quais estão sendo julgados - atearam fogo em sua roupa, antes embebida com álcool. Nairo foi também o principal responsável pela identificação dos acusados. Ele seguiu o veículo deles, na noite do crime, anotando sua placa.Durante seu depoimento, feito sem a presença dos acusados, Nairo disse que não viu, no local, nenhum vestígio de coberta ou manta que, segundo os autores do crime, teria envolvido o índio. Antes de Nairo, a médica Maria Célia Bispo, que atendeu Galdino no Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília, contou que o índio chegou consciente ao hospital e, na ocasião, garantiu que não tinha coberta sobre o corpo. Se essa versão se confirmar, destrói a principal tese da defesa, segundo a qual os jovens queriam apenas fazer uma "pegadinha", pondo fogo no cobertor do índio.

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