Polícia Civil
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Corpo de Capitão Adriano não tem sinais claros de tortura, diz perito que participou da 2ª necropsia

Profissional ressalta, no entanto, que serão necessários exames complementares para chegar a conclusão definitiva; procedimento durou cerca de quatro horas

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2020 | 22h34

RIO - A segunda necropsia do corpo do ex-policial militar Adriano da Nóbrega, morto durante uma operação policial na Bahia, durou cerca de quatro horas e terminou por volta das 20h45 desta quinta-feira, 20, no Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro.

Segundo o perito Talvane de Moraes, de 79 anos, convidado para acompanhar o procedimento por um dos médicos legistas contratados pela família - Francisco Moraes Silva, de 81 anos -, visualmente não é possível detectar sinais de que Nóbrega tenha sido torturado. Mas ele ressaltou que serão necessários exames complementares para chegar a alguma conclusão definitiva. "Eu seria  leviano se garantisse qualquer coisa a partir do exame de hoje, que  é apenas o início de um procedimento", afirmou.

Mais cedo, Francisco Moraes Silva, perito contratado pela família, afirmou que o disparo que acertou o ex-capitão do BOPE no tórax tem características típicas de um tiro à queima-roupa. "É a típica marca em que a extremidade distal da arma encosta no tegumento (pele)", afirmou, com base apenas no que tinha observado pelas fotografias, sem ainda ter examinado o corpo.

A perícia começou às 16h30 e teve a participação de três peritos representantes da família de Nóbrega, além de um promotor de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Esse promotor foi embora sem falar com a imprensa.

A perícia foi realizada a pedido do MP-BA.

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