Rômulo Serpa/MTb
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Polícia Federal investiga invasão no Ministério do Trabalho

Em Brasília, funcionários da pasta encontraram documentos jogados no chão e equipamentos revirados

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2018 | 10h34

SÃO PAULO - Pelo menos duas salas do edifício sede do Ministério do Trabalho foram invadidas e os móveis foram revirados durante o fim de semana, de acordo com informações preliminares da própria pasta. Ao chegarem para trabalhar nesta segunda-feira, 16, servidores encontraram os móveis abertos e todo o material jogado pelo chão. A Polícia Federal isolou a sobreloja do prédio - andar em que se encontram as salas - e investiga o caso.

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Ainda não se sabe se a invasão ocorreu no sábado ou no domingo. De acordo com o ministério, nesse andar funcionam diversos setores, como o seguro-desemprego e os computadores que armazenam as principais informações da pasta - o chamado "big data".

No fim de maio, a Polícia Federal deflagrou a Operação Registro Espúrio, que investiga esquema de concessão fraudulenta de registros sindicais no ministério. A operação levou ao pedido de demissão do ex-ministro da pasta Helton Yomura. Nas diversas fases da operação, foi decretada a temporária do seu ex-chefe de gabinete Júlio de Souza Bernardo (já colocado em liberdade), e a prisão do ex-secretário de Relações do Trabalho Renato Araújo.

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Também são investigados pela PF nessa operação o ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, pivô do escândalo do mensalão do PT, os deputados Jovair Arantes (PTB), Paulinho da Força (Solidariedade) e Wilson Filho (PTB). A deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha de Roberto Jefferson, também teve endereços funcionais e residenciais vasculhados pela PF.

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